9 de agosto de 2009

O mais estranho nisto tudo é que um pensamento pode andar às voltas dentro da nossa cabeça, não conseguimos deixar de estar obcecados com ele, e não há quaisquer travões que possamos utilizar para estancar as coisas acerca das quais não queremos pensar mais. Numa vida normal, distraímo-nos - pegamos no jornal, saímos para dar um passeio, ligamos a televisão ou telefonamos a alguém. Podemos encher a nossa mente, enganarmo-nos, pensando que está tudo bem, que aquilo que nos tem andado a assombrar já está resolvido. É claro que não funciona durante muito tempo - uma hora, duas, se tivermos sorte - porque ninguém é assim tão estúpido e porque estas coisas voltam sempre quando estamos mais uma vez inactivos e sem distrações: nas tardias e escuras horas da madrugada, ou quando estamos a ser impelidos para um estado vazio de pensamentos num autocarro. O problema de estarmos assim é que nos tornamos uma presa constante deste tipo de ciclos de pensamentos esgotantes. Agora, neste momento, não estou a conseguir descansar por achar que é terrível o facto de ele não saber.
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Depois de tu partires

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